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É possível, sim - e isso já ocorre em vários países onde a água doce de rios, lagos e represas é escassa. Hoje, mais de 100 nações, principalmente no Oriente Médio e no norte da África, possuem usinas que retiram da água salgada o cloreto de sódio (o sal de cozinha), deixando o líquido pronto para beber. A primeira usina de dessalinização surgiu em 1928, na ilha de Curaçao, no Caribe. O equipamento pioneiro simplesmente evaporava a mistura em enormes colunas de destilação para tornar a água potável. A partir da década de 40, porém, surgiram métodos mais refinados, possibilitando a instalação de miniusinas em navios que permanecem muito tempo em alto-mar. Entre as novas técnicas, a mais bem-sucedida é a chamada osmose reversa, que separa o líquido por meio de um plástico poroso que barra os sais. "Na maioria dos processos, cerca de um terço da água do mar vira água potável, enquanto os dois terços restantes são descartados na forma de salmoura, um líquido com alta concentração de sais que sobra da separação", afirma o geólogo Aldo Rebouças, da Universidade de São Paulo (USP). O descarte desse resíduo é um dos grandes dilemas da dessalinização. No solo, a salmoura inibe o crescimento das plantas. Se a mistura cair em correntes de água doce, ela pode matar a vida aquática sensível ao sal. O ideal é despejar o resto de volta no mar ou em lagoas de água salobra. O Brasil, mesmo sendo um dos países mais ricos em água doce, também utiliza processos de dessalinização para purificar a água de lençóis subterrâneos no Nordeste. A iniciativa é controversa. "Mesmo onde o lençol freático é mais salino, a qualidade da água dos poços artesianos costuma melhorar naturalmente no máximo um ano depois da perfuração".

Depois das críticas que recebeu por ter dito duas vezes que o episódio ocorrido no Rio de Janeiro com o candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB), era uma farsa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu calma aos militantes. Em discurso na concentração antes da caminhada em Carapicuíba (SP), Lula orientou os apoiadores para que não haja violência na reta final da campanha. “Não aceitem provocações. A surra que a gente quer dar neles é na urna. Não queremos agredí-los com palavras e nem com gestos, queremos é encher a urna”, ressaltou. Apesar de minimizar as repercussões de sua reação, Lula voltou a dizer que o episódio foi uma manipulação. “Tentaram fazer uma armação para dizer que nós somos violentos”, disse o presidente, que procurou não levantar o tom durante seu discurso, mas aproveitou o tema para alfinetar a estratégia de campanha tucana afirmando que o partido não recebe bem a derrota. “Eles que falam em democracia não sabem perder”, criticou Lula.
Após encerrar em São Paulo o congresso do Partido Verde (PV) a ex-presidenciável Marina Silva decidiu ficar neutra quanto ao apoio aos candidatos que foram para o segundo turno “Dilma Ruseff ” e “José Serra”, ela que surpreendeu a todos com quase 20 milhões de votos, destacou a disputa entre os presidenciáveis dizendo que está tendo muitos ataques agressivos entre eles. Quando perguntada em quem votaria, não titubeou, disse Dilma. MARINA SILVA honrou seu passado de luta pelos Movimentos Sociais e o Meio Ambiente. Suas origens no Partido dos Trabalhadores falou forte na decisão de votar na Dilma Rousseff no segundo turno.


